segunda-feira, 27 de março de 2017

Goncalves Pereira



 
 
 
 
NO BOM SENTIDO
A vida tem uma longa reta
Ao começar a achamos longa
Para a imaginar temos o tempo!
A cada ano é uma passada...
Que nem é assim tão alongada
Vai devagar no nosso pensamento!

O tempo usa o mesmo andamento
Mas à medida que avançamos
Parece aumentar a velocidade.
Então na nossa imaginação
Nem para o tempo olhamos
Quando vivemos com felicidade.

Bem pior é quando tropeçamos
Mas se não é grande a dor
Logo adiante nos esquecemos!
Sò que cada vida tem um destino
Mas que é segredo do Senhor
E até onde vamos não sabemos.

Para uns o caminho é mais alongado
Para outros até curto demais
Deixando em quem fica mau momento.
Nos conformamos com o sentimento
Que jà se foram assim muitos pais
Nosso tempo por outros serà contado.

Eu quero continuar a ver ao longe
A imaginar que està longe o fim
Que nem quero o tempo contar!
Quero esquecer o sitio da paragem
Enquanto sentir a vida em mim
Vou esquecendo o tempo a caminhar.
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Boa Noite

Peço a Deus que ele... cuide de mim e você!...
 

 

domingo, 26 de março de 2017

António Goncalves Pereira

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AGRADECIMENTO
Obrigado Menino Jésus
Por mais este feliz Natal.
Pois mesmo longe de Portugal
Graças à Vossa Divina Luz...
Nos unimos todos em geral.

Certo que nem faltou a saudade
Daqueles mais antigos natais
Quando os melhores amores
Os recebia-mos de nossos pais.
È ainda graças aos seus valores
Que vamos seguindo a tradição
Que ficarão na terra à jamais.
Pois a nossa criada geração
Vai dar como nòs a continuidade
Pelos meios da justa formação.
Obrigado então Menino Deus
Mesmo que sejamos pecadores
Acreditamos no Vosso poder.
Dai aos que estão jà nos céus
A graça de nos poderem ajudar
Enquanto durar o nosso viver.
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Glória Dantas.

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A vida não perdoa os nossos descuidos...
Dizer que está tudo certo,
quando está tudo errado ...
é render-se à desventura...
Arrisquei a mudar a direção!
Revesti minha alma de audácia
Destruí a sombra da covardia...
Que me escoltava enquanto caminhava.
Vigiei minha sombra, equilibrei os meus passos.
Simplesmente
Valorizo cada instante da minha vida...

Glória Dantas.

CANÇÃO DE OUTONO


Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,...
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o própro coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles
que não se levantarão...
Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
__Cecília Meireles__
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Uma mensagem para refletir


Pais brigam com filhos; filhos discutem com pais por divergências de pensamentos, conflitos de gerações ou até por magoas. Porém, uma coisa é certa: ninguém ama mais os filhos que os pais, portanto; filhos estejam certos de uma coisa: diferenças a parte, ame e valorize seus pais, pois, serão eles que estarão por perto quando vocês precisarem. São os pais que verdadeiramente ama os filhos independente a reciprocidade. Esteja certo de que: todo o mal que os filhos fizerem aos pais recairá sobre eles de uma forma ou de outra. Pais são sagrados.
Ataíde Lemos
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segunda-feira, 13 de março de 2017

Roberta Sá - Pavilhão de Espelhos

Não há arrependimento no amor.
Ama-se porque ama-se.
Sem amanhãs...
Sem ontens...
Sem certezas...
Sem erros...

Não há arrependimento em amar.
Ama-se porque se está vivo.
Porque uma vida sem amor
não pode ser considerada vida...
Porque uma vida sem amar
não pode ser considerada plena...

Não há arrependimento no amor...
Não há arrependimento em ti amar...
Mas continuo a te ver multiplicada em mjm  

sábado, 11 de março de 2017

Toda mulher gosta de rosas

Por mais flores que existam em um jardim
existe uma
Por mais flores que existam em um jardim
existe uma que se sobressai uma flor...
especial assim como você agradeço a
Deus pela sua vida que hoje faz parte
da minha vida...Amo a sua amizade...
Para se conservar uma belíssima amizade
é necessário cultivá-la como se fosse um
jardim de rosas raras.
uma que se sobressai uma flor...
especial assim como você agradeço a
Deus pela sua vida que hoje faz parte
da minha vida...Amo a sua amizade...
Para se conservar uma belíssima amizade
é necessário cultivá-la como se fosse um
jardim de rosas raras.
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sexta-feira, 10 de março de 2017

A NOSSA VIDA

 
A NOSSA VIDA
A vida é uma planta na terra
A mais rica e atraente
Que para se conservar
Precisa da natureza....
A natureza é toda ela vida
Por onde todo o ser vivo
Se reparte e alimenta
Saboreando a sua beleza.

Ninguém domina esta riqueza
Sò mesmo o Deus Criador
Que nos mostra a realidade
Na grandeza do Seu amor.
O ser humano então incluido
Certas vezes tenta contrariar
Sem pensar em dar um louvor.
Mas cada vida tem um fim
Tudo aquilo que nasce morre
Mas deixando enquanto vivo
A semente da continuidade.
Cada planta é a pura verdade
Que o sol e o ar tempera
Assim a vida em cada tempo
Tem um inverno e tem primavera.
O ser humano assim prospera
Com reservas e realidades
E quando pensa dominar a terra
Até se esquece das verdades.
Tenta dominar ele os tempos
A natureza com ele se degrada
Então chegam os tormentos
A vida por alguns é menos amada.
Mas a natureza continua
A obedecer ao Criador
Para haver sempre vida
Alimentada de alegria e dor.
O ser vivo à terra se apega
È ela que alimenta sua vida
E quando se acha bem servido
Chega o alerta da despedida.
Goncalves pereira
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OS PAIS DO MEU CORACÃO

OS PAIS DO MEU CORACÃO
Tenho um coração pequenino
Para melhor o transportar
Foi desde o tempo de menino
Que ele aprendeu a amar.
...
Guardo nele muitos valores
Uns oferecidos outros conquistados
A maior parte são amores
Que quero ter conservados.
Conservo a imagem de meus pais
Que me deram a vida por amor
O coração deles dà sinais
Que eu devolvo ao meu Senhor.
Tenho conservados também
Os pais dos meus netinhos
Mas também a sua mãe
São para ela todos filhinhos.
Tenho ainda um grande lugar
Que nunca quererei perder
Os pais que para eu ter um lar
Me deram a flor da felicidade.

Goncalves Pereira
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O “LEBREIRO” E A ROSA DOS LOUREIROS

Preparar os caminhos da vida futura
È bom começar desde menino
A intenção de cuidar de um destino
È jà um passo de coragem da criatura.
O “LEBREIRO” E A ROSA DOS LOUREIROS
(lenda)
Era uma vez um jovem humilde e alegre chamado Manuel do “lebreiro” que um dia se apaixonou por uma rosa crescida num campo chamado: a leira do Pôço na bonita Agra dos Loureiros!...Lebreiro era uma alcunha que tinha sido dada a um dos seus avós, que segundo contavam foi um grande caçador de lebres ! Ora o Manel Lebreiro nascido e criado pelos campos da freguesia, era já um amante da natureza e de todas as beldades que esta produzia. Certo dia olhou mais de perto aquele campo e viu uma bela rosa que “baloiçava” por entre as ervas viçosas da Primavera. A partir desse belo dia sempre que podia o Manuel por ali passava, para contemplar a rosa que tanto o fascinara. Até que um dia, e quando no sino se ouvia o toque das Avés-Marias, parou por respeito uns instantes e reparou que a rosa lhe sorria: Nesse momento o Manel sorriu também, tal era já a sua admiração por ela !
O Manel Lebreiro que começava a sonhar já com outros futuros, pois já tinha dado o seu serviço militar na vizinha cidade de Viana. Como também até já tinha sido emigrante no país dos “gauleses” estava tentado a ir mais longe. Agora que até já tinha sentido a rosa mais perto de si! Certamente outras propostas, outros sorrisos e mais um passo tentou. O jovem Manuel decidiu-se propor á rosa, ser seu companheiro. Poder enfim levá-la por outros caminhos mais íntimos e amorosos. Vai que num Domingo á tarde, depois de ter ído á reza do têrço, recitado na igreja de S. Pedro Fins de Belinho, foi falar com o propriétário do campo. e dono da dita rosa que encontrou, pedindo-lha para ela ser a sua companheira. Ora o dono da rosa que se chamava José, compreendeu o interesse do jovem, pois já ele mesmo um dia se tinha encantado por uma maria, linda flor também. O José e a Maria, os benfeitores da (rosa dos loureiros) já sabiam que o Manel do Lebreiro, era o filho mais velho de um outro casal que se chamavam também como eles, José e Maria. Com ar de satisfeitos sorriram e concordaram entregar na sua mão, a linda rosa que ele escolhera.
Depois de combinar cerimónias e festejos, o Manel Lebreiro e a Rosa dos loureiros decidiram-se a fazer eles também o seu jardim de amores. O Manel passou a ser o cravo da Rosa, sempre numa união digna e natural, começaram a semear amores e as lindas flores no seu jardim apareceram. Sem nunca regatearem projectos e sacifícios, viveram 22 anos muito felizes. Sim só foram 22 anos. Porque num Domingo á tarde, o “cravo” foi cumprir como era seu hábito, uma promessa á Senhora dos Remédios e atardou-se um pouco com os amigos. Quando regressava pela noite alta, uma tempestade desnatural veio ceifá-lo na berma da estrada. Ora aí a rosa dos loureiros estremeceu e nunca mais foi aquela rosa encantada e alegre como outrora. O seu jardim e os seus amores sofreram muito também.. Nessa altura já havia três cravos, uma Maria e uma Rosa esta ainda um botãozinho. Passou então a ser este “raminho” a única parte amorosa que o destino à rosa deixára. Mas a Rosa-mãe tudo fez e tudo deu pelas suas flores, para que nada lhes faltasse. Procurou-lhes o sustento e o carinho, para que as suas flores podessem viver belas primaveras, naquele jardim que o seu grande amor tinha ordenado.
Passaram se muitos anos e então já velhinha deixou de poder visitar a leira do pôço na Agra dos Loureiros que ela tanto adorava. A “Rosa dos loureiros” viria a murchar no Inverno do ano 2.000, prestes a concluir 88 anos de vida sobre a terra. A mesma terra onde ela numa bela primavera tinha vindo à luz da natureza.
Ficou assim um grande vazio, que alguns anos mais tarde se procurou ocupar e dar-lhes uma nova beleza. Hoje já apareceram outras flores, muito belas e atraentes, que certamente encantarão outros seres naturais, para dar continuidade á beleza da lendária “Agra dos Loureiros”.
Desta lenda se pode fazer uma história verdadeira: Tantas outras iguais se passaram e se podem repetir em todas as gerações, em outros jardins da terra que a humanidade nem sempre respeita nem venera com a inteira verdade. Preferindo ás vezes negar a justiça e o amor a quem tanto o merecia.
Bom dia meu amigo bom dia
Alegre por outra vez falar contigo
Agradêço a tua disponiblidade
Para falar de amigo para amigo.
Como neste verão no Monte da Guia
Onde te falei da minha saudade
Recordando a “terra” no tempo antigo.
Nesse “pedestal” nosso preferido
Falàmos do Mundo e das gentes
Imaginàmos o que era ontem Belinho
Hoje muito mais definido.
Falando de maravilhas recentes
Reconhecemos que aquele “cantinho”
È por muitos o mais preferido.
Faz-nos sempre bem ali parar um momento
Para esquecer o mundo e ouvir o coração
Ao qual às vezes lhe dà-mos pouco tempo
E portanto tanta falta nos faz.
Nas horas de grande paixão
Libertê-mos o nosso pensamento
À procura de tranquilidade e de paz.
Mais tarde desejo falar contigo mais
Contando o passado e o presente
Concerteza a falar de nossos pais
Que tão cedo perdemos eternamente.
Hoje a dor é por demais recente
Deixê-mos subir ao alto os nossos ais
Respeitando os valores da “nossa gente”.
Goncalves Pereira

Linda historia de amor
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A VIDA NUNCA P0RA

A VIDA NUNCA P0RA!

Ora bem meus amigos,estamos quase a ver partir mais um ano. Verdade que este ano de 2011 està velho, agora tem o seu direito, de se juntar aos outros, para recordar a sua història, que ficarà marcada no livro do passado!

Quando o ano de 2010 se foi embora, todos nòs estavamos esperançados, que este de 2011 que agora se vai também, não fosse ele tão mau! Claro que não nos podemos queixar muito, se é que o vemos ir embora! Também por respeito e antes que ele se vai-a, lhe dizermos o que dele sentimos e não depois de ele ter virado as costas! Mas digamos que este aninho de 2011 tive um pouco de tudo. O pior que nos fez foi ter empurrado para a eternidade, muitos dos nossos amigos, sendo alguns nossos parentes! Mas convém aqui citar ainda o erro que ele cometeu que foi: abrir as portas aquela maldita "CRISE"  a pior inimiga dos pobres. Sei que todos sabeis quem ela é! Essa ou esta famosa Vedeta, que o (reino dos milionàrios) soube inventar nos seus sonhos imaginàrios. Fizeram dela uma fada, para com a sua ajuda melhor esconder suas fortunas, algumas delas escritas sobre linhas tortas! Tudo para continuarem a ganhar cada vez mais milhões! Vereis que vão usando a maldosa CRISE, para depenar aqueles que trabalham diàriamente, mas sem penas nem piedade?  È que dos poucos "patacos" que ganham os pobres trabalhadores, ainda desses miseros salàrios lhes tiram. Que importa a eles milionàrios, se o pobre não consegue comer uma refeição média por dia?

Portanto deixemos este ano velho ir-se embora, para esperar, embora vagamente, que seu irmão o ano de 2012 possa ser bem melhor. Mas não nos iludamos com ilusões baratas. Pois como diz o povo:- cada um sai aos seus! Vamos antes de mais, estar atentos às publicações  baratas, que diariamente nos fazem crer,   que os ricos até são boa gente. Mandam-nos apertar o cinto, se nem dinheiro nos dão para o trocar por outro? Vamo-nos sim convencer e pedir ao novo ano, que nos deixe em paz até ao fim do seu mandato. Então depois melhor analisaremos seus resultados. Vamos continuar a trabalhar, sendo solidàrios uns com os outros, unidos num sò esforço, para levar de vencida a nossa luta. A luta principal é: lutar pela vida que temos e que tanto amamos. Para todos os meus votos de um novo ano cheio de fè, paz e amor. O meu abraço muito querido
 
Goncalves Pereira

BELINHO

 

BELINHO
Belinho, ò minha barca bela
Atracada junto ao Atlântico
Para dar abrigo a quem vem.
S. Pedro atento à janela
Escuta o mais belo cântico
do povo à sua terra-mãe.
 
Belinho, continua a ser jardim
Para tornar bela a região
Também ela jardim do Minho !
Que todo aquele que vem a caminho
Saiba aceitar a tua união
Com inicìativas a ter um bom fim.
 
Belinho ao pé do Monte da Guia
Seràs sempre protegido por Maria
Là do monte Ela é estrela.
E todos a seu lado ao fim dia
O amor à vida pela freguesia
A torna cada vez mais bela !...
Goncalves Pereira
 

poeta-emigrante

Sempre a Saudade

MATAR SAUDADES
Aqui na nossa aldeia denovo
Satisfazendo a minha saudade
Renovando os tantos momentos
Que a minha vida por aqui viveu!
Por obra e graça de Deus
Me sinto bem com esta frescura
Memorando dias de felicidade
Pensando em meus pais no Céu.

Esta grande parte sentimental
Eu a imagino com eles repartida
Consciente me vou oferecendo
Falando a amigos do meu tempo.
Com os parentes renovo carinhos
Tento dar-lhes exemplos da vida
Para que pelos seus caminhos
Descubram o valor do sentimento.

Cada vida tem seu destino talhado
Pelo poder da Divina Providência
Tentamos descobrir as boas ocasiões
E como dar-lhe o melhor sentido?
Certas vezes logo desde menino
São tão irregulares as paixões
Que nos desviam brutalmente
Causando males com tempo indefenido.

Cada idade tem as suas regalias
Seus momentos de imprudência
Sem a experiência dos dissabores
Ou por falta de lições importantes.
Apodera-se de nòs a impaciência
À medida que o tempo passa
Receando os males e suas dores
A ter desejos dos tempos dantes !

Temos que ser sempre prudentes
Esperando sempre no melhor
Sem nunca sermos exigentes
Para cada idade hà um tempo:
Como a vida é sempre adiante
O mais importante é nosso querer
Vivendo a vida com verdade e amor
Com a noção de cada momento.
 poeta-emigrante

O MEU LIVRO

LIVRO DA SAUDADE
Para dar a palavra ao meu coração
Sirvo-me da minha simples poesia
Que desliso no meu, livrinho
Ao qual dei o nome de saudade.
E então ele està sempre à mão
Aqui aberto ao meu lado
Para na melhor ocasião
Falar ao presente do meu passado.

No castelo da minha vida
Ele tem lugar reservado
Com duas portas sempre abertas
Para melhor ver a realidade.
Eu entro por uma vejo Belinho
Saio na outra aprecio o mundo
E com a minha gente querida
Repartimos leituras da verdade.
 
Com esta inspiração feliz
Sinto a chegar as graças de Deus
Que partilho com a humanidade
Esta sempre a exigir um pouco mais.
Talvez por ter deixado o meu Paìs
Aumentou em mim a saudade
Que percorre terra e céus
Saudando o amor vindo de meus pais.

A minha saudade nem tem hora certa
Anda sempre em pura liberdade
Quando menos a espero ela vem
Toca meu coração e me desperta !
Falamos de momentos da mocidade
De tantos momentos de alegrias
Repartidos pelos caminhos da vida
Com muitos outros jà là no além !

Tudo isto me convem e satisfaz
São lampêjos da vida a sorrir
Vou continuar com o livro aberto
Para repor mensagens de paz.

Uma maneira de poder servir
Aqueles que me seguem a passada
Para que seja longo o seu destino
Sem terem nenhum grande deserto
Mas sim o indìcio da boa estrada.

Vamos todos no mesmo sentido
Pois a vida não vem para tràs
Uns mais longe outros ficando por perto
Procurem a vida no seu lugar devido.
 poeta-emigrante
                                    
 

A MARCHA DA VIDA

A marcha
  da vida começa
Là onde o amor nos colocou
E a devindade o permitiu.
A marcha segue um destino
Amparada pelo dever e pelo
  carinho
Por quem o amor pela vida
  sentiu.
 
As primeiras etapas são
  pequeninas
Para se ir fazendo a formação
Por caminhos bem protegidos.
À medida que se avança
A vida começa a sonhar
Para ter ao lado outros amigos
  !
 
Devagar repara para aprender
E imaginar o melhor caminho
Dos muitos que o mundo tem.
Ao avançar até descobre
Que também hà dificuldades
Pra tomar atenção mais além.
 
Na devida altura uma meditação
Sobre o percurso que percorreu
E ver em que sentido quer caminhar.
Sabendo que não vai sozinha
A vida vai então descubrindo
Que outras a podem até ajudar.
 
A certo ponto se unem elas
E pela força da amizade
Descobrem o tesouro do amor !
A natureza torna-se diferente
Jà são dois a dicidir
Quais as etapas a propor.
 
Duas vidas num sò amor
Para repartir alegrias
E suportar ambos as
  dificuldades.
A marcha recupera outra força
Descombrem valores a
  resguardar
Que lhe mostram suas
  realidades.
 
Etapas sobre mais etapas
Por vezes a esquecerem deveres
Ou a não prever outros
  cuidados.
Então quando menos se espera
Vem de frente uma surpreza
Que causa dor ou estragos.
 
Mas a marcha essa continua
A vida essa nunca pàra
Pois outros nos veem seguindo.
Muitas vezes nòs comentamos
Se o tempo podesse parar
Para gozar o que mais
  apreciamos !
 
Pior é o final da caminhada
Uns a chegar primeiro ao fim
Deixando outra ou outro
  sozinho.
Aparecem os desânimos e a dor
A vida sem amor fraqueja
Perdendo força pelo caminho !
 
Caminhemos então enquanto
  podemos
Sem empurrões nem falsidades
Para receber o prémio da
  justiça
Subindo ao patamar das
  verdades.
a 05/10/2010
 poeta-emigrante

...

Duas  terras dois paìses
Um lar e quatro amores
Cada um com belas flores
È o conjunto do meu destino.
Tantos momentos felizes
Como um jardim de valores
Apesar de algumas dores
Vai bem este meu signo.
 
Para me cuidar melhor
Tracei uma ponte comprida
Para me poder deslocar
Encurtecendo o longo caminho.
Sei bem o seu nome decor
Feito pelo grande amor à vida
Chama-se saudade ao atravessar
Entre Bellegarde e Belinho.
 
São mesmo tantas as vezes
Repetidas em cada dia
Que eu me sinto bem
Nesta corrida constante.
Assim fazem outros portugueses
Pelo amor à sua freguesia
Pois là deixamos alguém
Que nos deu amor importante.
 
Ninguém emigra por vaidade
Embora haja a ambição
Mais pelo afecto da vida
Para lhe dar um melhor viver.
Vale então o dom da saudade
Que ocupa parte do coração
Para nunca ser esquecido
O lar onde o amor o fiz
  nascer.
 
Nestes dois extremos da ponte
Tenho meu direito de passagem
Mas com velocidade moderada
Para melhor saudar de perto.
Aos dois lados  vou visitar a fonte
Que brota ali em cada imagem
Uma testemunha do amor certo
Nome de pessoa por mim amada.
 
Duas terras dois paìses
Unidos ao meu amor
Marcam meus tempos felizes
Com a ajuda do Senhor.
 
Plantei neles boas raìzes
Pra dar à vida mais valor
Também algumas cicatrizes
Por certos momentos de dor.
a 20/01/2011
poeta-emigrante

BOA COMPANHEIRA

A
  saudade é minha companheira
Seja de noite ou até de dia
Sempre pronta para me servir
Conhece bem meus sentimentos.
 
Mais do tempo anda em caminho
È mais que uma fiel mensageira
Que entre Bellegarde e
  Belinho
Veloz a chegar e logo repartir!
 
Como eu nem sempre posso ir
Està por mim pronta e "lampeira"
Então mais ràpida que os
  ventos
Là vai ele a saudade por mim!
 
No regresso enquanto descansa
Conta-me tudo "tintim por tintim"
Conhece meus gostos de outros
  tempos
Oferece-me a esperança a
  sorrir!
 
Bem sabe que aquele jardim
Ali onde até o mar a vem
  beijar
Foi là onde os meus amores
Começaram por bem a florir.
 
Com a saudade são menos as
  dores
Para continuar por estas
  paragens
Onde a cada dia outras flores
Esbeltam de candura outras
  imagens!
 
Posso continuar a ser
  emigrante
Sem esquecer a terra natal
Belinho berço da minha
  alegria!
Vale a pena estar assim
  distante
Para sentir o amor de
  Portugal
E o carinho da Senhora da
  Guia.
a 15/07/2011
 poeta-emigrante      

MEDITANDO

Jà  avistamos o monte calvàrio
Graças às nossas orações
Seguindo a nossa cristandade
Meditando com alegrias e
  paixões.
Cada um transportando a sua
  cruz
Umas vezes rindo outras
  chorando
Assim vamos segindo o caminho
Para poder acompanhar Jesus.
 
Mas como devez enquando
O caluniamos e o esquecemos
Sentimos a falta da Sua Luz.
Então gritamos e vamos orando
Para pedir enfim o desejado perdão
Muito bom se nos apercebemos
Que o Deus da vida tem razão!
 
Na alegria vamos cantando
Mas esquecemos a oração
Quando é pouca a fé que
  temos.
Procuremos com verdade
  repartir
A formação que aprendemos
Para nem deixar esquecer
Quem de nòs tivera compaixão!
 
Não queiramos causar
  amarguras
A quem segue por bem seu
  destino
Saber evitar as grandes
  diabruras
Que nos desviam do bom
  caminho.
Ofereçamos sim do nosso tempo
A quem do tempo tanto
  necessita
Para melhor suportar a sua
  cruz
Pelos caminhos da salvação!
 
Por vezes o nosso sentimento
Desvia-se mais para o encanto
Tentados pela via da
  facilidade
Que nos enclina para a
  perdição!
Mas sabendo o valor do
  virtual
Nunca nos deixemos distrair
Cada tempo tem sua
  disponibilidade
Escutemos o que pede o
  coração.
a 19/03/2012
poeta-emigrante
 

CANTO DE SAUDADE

 UMA ROSA A CANTAR
Ò minha borboleta branca
De mil cores vestida
Vem cantar a quem não canta
Que por amores està sentida.
 
Vem minha borboleta
Não me deixes tu sòzinha
Choro tanto por esta malhada
Desde a manhã à noitinha.
 
Ainda sou uma rosa de amores
Que alguns jà perdeu
Restam-me ainda lindas flores
Que um rico amor me deu.
 
Era companheiro deste jardim
Mas foi chamado por Deus
O destino marcou-me assim
Até um dia o rever nos céus.
 
Jà fui uma rosa amada
Encantando as primaveras
Era tão bela esta malhada
Agora pouco dela se espera.
 
Ò que linda borboleta
Vestida de mil cores
Vem fazer-me companhia
Com todas as outras flores.
 
Eu sou uma rosa tão triste
Perdi jà tantos amores
Diz-me se là pelos céus os
  viste
Minha borboleta de mil cores
  !
 
Nesta malhada de rosas
Sou agora uma rosa sòzinha
As outras jà foram ceifadas
Também eu jà sou vélhinha !
 
Fica faz-me companhia
Vem-te poisar sobre mim
Eu te contarei dia a dia
As històrias deste jardim !
 
Sou jà roseira de botõesinhos
Gerados com meu amor
No lugar de meus piquinhos
Nascerà sempre uma flor !
 
Sou ainda a rosa da malhada
Curvada por tempestades
Minhas pétalas resecadas
Jà sò vivem de amizades.
 poeta-emigrante            
 

CENTENÀRIO

CENTENÀRIO D'AMOR
Dizia minha mãezinha
Que minha avòzinha sua mãe
Sem saber ler nem escrever
Sabia poetisar a cantar !
Desses poemas a mãe cantava
Nos serões ou nas horas vagas
Recordando o que ainda sabia !

Admirava eu a minha mãe
Quando com a sua linda voz
Recitava as canções populares
Que ela ouviu dos meus avòs.
Enversava lindas orações
Mais tarde jà muito sofrendo
Ao pensar nas suas recordações
Cantava e chorava rezando a Deus !

Pai Nosso que no Céu estais
Também a Vòs Virgem Maria
Perdoai aos meus queridos pais
Como perdoai amim também
Os pecados que cometemos.
Sabemos que temos de sofrer
Mas meu Deus a vida é linda
Deixai-nos mais tempo viver !

Ao ouvir isto muito me comovia
Ao sentir o dom da fé que ela tinha
Mesmo sofrendo pensava nos seus
São assim todas as boas mães !
Por isso toda a minha poesia
Tem a marca da minha mãezinha
Que Deus tem à muito nos céus.
poeta-emigrante
 

A VIDA È UM JORNAL

Jornal da vida CADA VIDA TEM
O jornal da minha vidaCada vida tem seu trajecto
Vai dando vida ao meu serDestinado pela divina natureza
Descubro algo na leitura lidaQue nos dà a liberdade
A felicidade de a minha vida ter !De escolher parte do caminho.


Não tenho pàginas en brancoNo princìpio ninguém decide sozinho
Todas elas têma  verdadeAlguém nos ensina a verdade
Algumas escritas com prantoAjudando a ver a realeza
Muitas com a felicidade.Através do amor e do afecto.


Quero o meu jornal abertoMas caminhamos na incerteza
Pronto a ser por todos lidoDo que nos espera adiante
Assim me sinto mais pertoPode aparecer uma subida
De quem me lê meu amigo.Ou uma curva mais apertada.


Valeu a pena ter aprendidoSe não terminamos a caminhada
As verdades que a vida temDamos continuidade à vida
Este dom me foi oferecidoPois ela é o mais importante
Por Deus, meu pai e minha mãe.È um tesouro de grandeza.
 
 Ninguém foge ao destino
 Ande ele por onde andar
 Temos sim é o dever
 De certas coisas nos desviar.
 O perigo anda sempre a rondar
 Ainda com todo o cuidado
 Uma vez pode ser a matar
 Ficando o destino terminado !
 
 Mas a vida pode deve continuar
 Com os que ainda estão presentes
 Para então os outros ajudar
 De que devemos ser valentes.
 Por vezes é difìcil de se conformar
 Por causa do medo da solidão
 Mas a calma se pode reencontrar
 No amigo que nos vem dar a mão.
 
 Não percamos a noção de amar
 Sabendo escutar o coração
 Que antes soube armazenar
 Os melhores momentos de atenção.
Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

ERA UMA VEZ !

Era uma vez um menino
Muito tImido mas mexido
Que seguia com seus pais
Pelos caminhos da vida.
Sua mãezinha querida
O levava num cestinho
Para alargar a passada
E chegar mais depressa ao destino.
 
O destino era até aos campos
Por onde seus pais labutavam
Semeando e cultivando
Para dar o pão aos seus encantos !
O menino corria brincando
Deslizando na areia fina
Saltando de pé pra pé !
 
A cada sua dança pequenina
Olhava para o monte e perguntava
Que linda casinha branca
Sozinha là naquele alto
Mamã diz-me de quem é !
È da Senhora da Guia
A mãe do Menino Jesus
Que escolheu ficar ali
Para a gente que reza e tem fé !
 
De là viestes tu também um dia
Aquele lindo cantinho de luz
Onde sò o amor puro pode entrar
Amor que Deus deu à Virgem Maria.
Qem me foi então buscar
Estaria eu ali sozinho
Ou com outros a brincar
Nem tão pouco se vê o caminho ?
 
Quando fores mais crescido
Nòs te iremos là mostrar
Como é a casinha branca
Onde os meninos se ìam procurar !
Então o tempo assim passou
O menino crescia e aprendia
Que minha vida era sempre bela
Mais com o carinho que recebia.
 
Esse menino poderia ser eu
Que destas històrias ouvia
E mais tarde o Monte da Guia
Era meu cantinho do Céu !
Meu paizinho me levava
Com ele de joelhos rezava
Depois admirava a paisagem
Belinho a terra que o amor me deu !
 
De outra maneira eu descobria
Como o povo a fazer viagem
Partindo do seu lar querido
Até aos campos ou para a pedreira.
Cada um aos seus destinos
Acompanhados pelos pequeninos
Que copiavam assim a vida
Como uma verdade mensageira.
 
Primeiro vivemos a inocêcia
Guiada pela boa iducação
Para mais tarde com paciência
Acreditar que nos falta a salvação.
feito a 11/02/2012
 
 

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