Preparar os caminhos da vida futura
È bom começar desde menino
A intenção de cuidar de um destino
È jà um passo de coragem da criatura.
O “LEBREIRO” E A ROSA DOS LOUREIROS
(lenda)
Era uma vez um jovem humilde e alegre chamado Manuel do “lebreiro” que um dia se apaixonou por uma rosa crescida num campo chamado: a leira do Pôço na bonita Agra dos Loureiros!...Lebreiro era uma alcunha que tinha sido dada a um dos seus avós, que segundo contavam foi um grande caçador de lebres ! Ora o Manel Lebreiro nascido e criado pelos campos da freguesia, era já um amante da natureza e de todas as beldades que esta produzia. Certo dia olhou mais de perto aquele campo e viu uma bela rosa que “baloiçava” por entre as ervas viçosas da Primavera. A partir desse belo dia sempre que podia o Manuel por ali passava, para contemplar a rosa que tanto o fascinara. Até que um dia, e quando no sino se ouvia o toque das Avés-Marias, parou por respeito uns instantes e reparou que a rosa lhe sorria: Nesse momento o Manel sorriu também, tal era já a sua admiração por ela !
O Manel Lebreiro que começava a sonhar já com outros futuros, pois já tinha dado o seu serviço militar na vizinha cidade de Viana. Como também até já tinha sido emigrante no país dos “gauleses” estava tentado a ir mais longe. Agora que até já tinha sentido a rosa mais perto de si! Certamente outras propostas, outros sorrisos e mais um passo tentou. O jovem Manuel decidiu-se propor á rosa, ser seu companheiro. Poder enfim levá-la por outros caminhos mais íntimos e amorosos. Vai que num Domingo á tarde, depois de ter ído á reza do têrço, recitado na igreja de S. Pedro Fins de Belinho, foi falar com o propriétário do campo. e dono da dita rosa que encontrou, pedindo-lha para ela ser a sua companheira. Ora o dono da rosa que se chamava José, compreendeu o interesse do jovem, pois já ele mesmo um dia se tinha encantado por uma maria, linda flor também. O José e a Maria, os benfeitores da (rosa dos loureiros) já sabiam que o Manel do Lebreiro, era o filho mais velho de um outro casal que se chamavam também como eles, José e Maria. Com ar de satisfeitos sorriram e concordaram entregar na sua mão, a linda rosa que ele escolhera.
Depois de combinar cerimónias e festejos, o Manel Lebreiro e a Rosa dos loureiros decidiram-se a fazer eles também o seu jardim de amores. O Manel passou a ser o cravo da Rosa, sempre numa união digna e natural, começaram a semear amores e as lindas flores no seu jardim apareceram. Sem nunca regatearem projectos e sacifícios, viveram 22 anos muito felizes. Sim só foram 22 anos. Porque num Domingo á tarde, o “cravo” foi cumprir como era seu hábito, uma promessa á Senhora dos Remédios e atardou-se um pouco com os amigos. Quando regressava pela noite alta, uma tempestade desnatural veio ceifá-lo na berma da estrada. Ora aí a rosa dos loureiros estremeceu e nunca mais foi aquela rosa encantada e alegre como outrora. O seu jardim e os seus amores sofreram muito também.. Nessa altura já havia três cravos, uma Maria e uma Rosa esta ainda um botãozinho. Passou então a ser este “raminho” a única parte amorosa que o destino à rosa deixára. Mas a Rosa-mãe tudo fez e tudo deu pelas suas flores, para que nada lhes faltasse. Procurou-lhes o sustento e o carinho, para que as suas flores podessem viver belas primaveras, naquele jardim que o seu grande amor tinha ordenado.
Passaram se muitos anos e então já velhinha deixou de poder visitar a leira do pôço na Agra dos Loureiros que ela tanto adorava. A “Rosa dos loureiros” viria a murchar no Inverno do ano 2.000, prestes a concluir 88 anos de vida sobre a terra. A mesma terra onde ela numa bela primavera tinha vindo à luz da natureza.
Ficou assim um grande vazio, que alguns anos mais tarde se procurou ocupar e dar-lhes uma nova beleza. Hoje já apareceram outras flores, muito belas e atraentes, que certamente encantarão outros seres naturais, para dar continuidade á beleza da lendária “Agra dos Loureiros”.
Desta lenda se pode fazer uma história verdadeira: Tantas outras iguais se passaram e se podem repetir em todas as gerações, em outros jardins da terra que a humanidade nem sempre respeita nem venera com a inteira verdade. Preferindo ás vezes negar a justiça e o amor a quem tanto o merecia.
Bom dia meu amigo bom dia
Alegre por outra vez falar contigo
Agradêço a tua disponiblidade
Para falar de amigo para amigo.
Como neste verão no Monte da Guia
Onde te falei da minha saudade
Recordando a “terra” no tempo antigo.
Nesse “pedestal” nosso preferido
Falàmos do Mundo e das gentes
Imaginàmos o que era ontem Belinho
Hoje muito mais definido.
Falando de maravilhas recentes
Reconhecemos que aquele “cantinho”
È por muitos o mais preferido.
Faz-nos sempre bem ali parar um momento
Para esquecer o mundo e ouvir o coração
Ao qual às vezes lhe dà-mos pouco tempo
E portanto tanta falta nos faz.
Nas horas de grande paixão
Libertê-mos o nosso pensamento
À procura de tranquilidade e de paz.
Mais tarde desejo falar contigo mais
Contando o passado e o presente
Concerteza a falar de nossos pais
Que tão cedo perdemos eternamente.
Hoje a dor é por demais recente
Deixê-mos subir ao alto os nossos ais
Respeitando os valores da “nossa gente”.
Goncalves Pereira
Linda historia de amor