| Era uma vez um menino |
| Muito tImido mas mexido |
| Que seguia com seus pais |
| Pelos caminhos da vida. |
| Sua mãezinha querida |
| O levava num cestinho |
| Para alargar a passada |
| E chegar mais depressa ao destino. |
| O destino era até aos campos |
| Por onde seus pais labutavam |
| Semeando e cultivando |
| Para dar o pão aos seus encantos ! |
| O menino corria brincando |
| Deslizando na areia fina |
| Saltando de pé pra pé ! |
| A cada sua dança pequenina |
| Olhava para o monte e perguntava |
| Que linda casinha branca |
| Sozinha là naquele alto |
| Mamã diz-me de quem é ! |
| È da Senhora da Guia |
| A mãe do Menino Jesus |
| Que escolheu ficar ali |
| Para a gente que reza e tem fé ! |
| De là viestes tu também um dia |
| Aquele lindo cantinho de luz |
| Onde sò o amor puro pode entrar |
| Amor que Deus deu à Virgem Maria. |
| Qem me foi então buscar |
| Estaria eu ali sozinho |
| Ou com outros a brincar |
| Nem tão pouco se vê o caminho ? |
| Quando fores mais crescido |
| Nòs te iremos là mostrar |
| Como é a casinha branca |
| Onde os meninos se ìam procurar ! |
| Então o tempo assim passou |
| O menino crescia e aprendia |
| Que minha vida era sempre bela |
| Mais com o carinho que recebia. |
| Esse menino poderia ser eu |
| Que destas històrias ouvia |
| E mais tarde o Monte da Guia |
| Era meu cantinho do Céu ! |
| Meu paizinho me levava |
| Com ele de joelhos rezava |
| Depois admirava a paisagem |
| Belinho a terra que o amor me deu ! |
| De outra maneira eu descobria |
| Como o povo a fazer viagem |
| Partindo do seu lar querido |
| Até aos campos ou para a pedreira. |
| Cada um aos seus destinos |
| Acompanhados pelos pequeninos |
| Que copiavam assim a vida |
| Como uma verdade mensageira. |
| Primeiro vivemos a inocêcia |
| Guiada pela boa iducação |
| Para mais tarde com paciência |
| Acreditar que nos falta a salvação. António Pereira |
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